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Saúde

MPSE identifica falhas em UTI Pediátrica de hospital em Estância

Fiscalização do Ministério Público de Sergipe apontou problemas na escala médica e ausência de intensivista pediátrico presencial na unidade.

28 de maio de 2026, 00:47
Fonte: Infonet
MPSE identifica falhas em UTI Pediátrica de hospital em Estância
Foto: (Foto: MP/SE)

Uma fiscalização do Ministério Público de Sergipe (MPSE) apontou irregularidades no funcionamento da UTI Pediátrica do Hospital Amparo de Maria, no município de Estância. De acordo com as informações divulgadas, foram identificadas falhas na composição da escala médica e a ausência de um intensivista pediátrico presencial, condição considerada essencial para o atendimento seguro de crianças em estado grave.

A inspeção acende um alerta sobre a estrutura assistencial oferecida a pacientes que dependem de cuidados intensivos. Em unidades pediátricas desse porte, a presença contínua de profissionais especializados é vista como um requisito básico para garantir respostas rápidas em situações de emergência, além de acompanhamento técnico adequado ao quadro clínico de cada criança internada.

Problemas na assistência

Segundo o apontamento do MPSE, uma das principais preocupações está relacionada à escala médica, que apresentaria inconsistências no atendimento exigido para uma UTI Pediátrica. Outro ponto sensível é a falta de um especialista em terapia intensiva pediátrica de forma presencial, o que pode comprometer a rotina de monitoramento e intervenção imediata em casos de agravamento súbito.

A atuação do Ministério Público, nesse contexto, busca verificar se a unidade está operando dentro dos parâmetros mínimos previstos para a assistência hospitalar de alta complexidade. O objetivo é resguardar o direito à saúde e garantir que o serviço oferecido à população esteja em conformidade com as normas técnicas e sanitárias, especialmente em um setor tão delicado quanto o atendimento infantil.

Impacto para pacientes e famílias

Para famílias que recorrem ao hospital em momentos de extrema vulnerabilidade, a existência de falhas estruturais ou assistenciais gera insegurança e amplia a preocupação com a qualidade do atendimento. Em UTIs pediátricas, onde o tempo de resposta pode ser decisivo, a presença de equipes completas e habilitadas é determinante para reduzir riscos e elevar as chances de recuperação dos pacientes.

O caso também reforça a importância da fiscalização contínua sobre os serviços de saúde, sobretudo em unidades que atendem pelo sistema público ou em regime complementar. Além de apontar eventuais irregularidades, esse tipo de acompanhamento serve para cobrar ajustes, fortalecer protocolos e evitar que deficiências operacionais se transformem em prejuízo direto ao cuidado prestado.

Até o momento, o foco da apuração está na regularização das inconformidades identificadas durante a vistoria. A expectativa é de que as providências necessárias sejam adotadas para assegurar o funcionamento adequado da UTI Pediátrica e a manutenção de um atendimento compatível com a complexidade dos casos recebidos pela unidade hospitalar em Estância.

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